Olá meus amigos,
As inscrições para a X Mostra Espírita de Dança estão chegando ao fim… Entrem em contato conosco atráves do email mostraespiritadedanca@hotmail.com e solicitem suas fichas.
Abraços
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“Todo ser é impulsionado a criar, na organização, conservação e extensão do Universo!”
(No Mundo Maior – André Luiz – cap. 11)
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“ Os olhos devem enxergar e não somente ver,
Autor Desconhecido
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Em Processo Gestacional
Por Denize de Lucena[1]
No milagre da gestação, DEUS em Sua infinita SABEDORIA, colocou o mistério da VIDA em duas chaves que só funcionam juntas. Com isto, nos ensina que a vida surge da SIMPLICIDADE e da COOPERAÇÃO. O aprendizado se completa quando na matemática de DEUS, dois que viraram um se multiplicam, se subdividindo e se transformando. Assim, do zigoto saem todas as células que se transformarão no altamente complexo organismo humano, relembrando o conceito socrático de ato e potência. Foi desta maneira que vimos o milagre da GESTAÇÃO acontecer na IX Mostra Espírita de Dança, abrigada pela pacata cidade de Araras, interior de São Paulo.
O chegar foi, para muitos, a mistura de dor e prazer de quem se envolve com um ato que, espera, lhe TRANSFORME. Chegamos carregando com nossas bagagens as dificuldades, os contratempos, as surpresas e imprevistos que se transformarão em momentos de risos daqui pra frente.
Chegamos e fomos preenchendo os espaços, todos os espaços. As células da gestação IDE e PARQUE se uniram formando o zigoto da Mostra, e bdividindo-se, geraram oficinas, curso, estudos, apresentações, reuniões. Espaços diferentes, focos diferentes, na constituição de um só organismo para nos levar às novas formas de ver, nova estética no ser.
Num gestar do CONHECER, PENSAR e FAZER, no II curso para Coreógrafos Espíritas acompanhamos as danças tribais da pré-história, dançamos a dança ritual grega, mergulhamos na noite medieval, passeamos pelos salões da corte de Luis XIV, encontramos os traços do CONSOLADOR nas pontas da bailarina, REFLETIMOS com a Dança Moderna e nos QUESTIONAMOS com a Contemporânea para nos perguntar uma vez mais: QUEM EU SOU?
Num adolescer como coreógrafos espíritas, nossas reflexões nos levaram à outras questões: O que faço? O que quero? O que posso? Em meios às inquietações, ouvimos as palavras de Lucas[2] nos convidando à ILUMINAÇÃO. A pergunta a fazer então nos levou às portas de Damasco: SENHOR, QUE QUERES QUE EU FAÇA?
O salão branco foi nosso casulo. Ali aprendemos na vigília do dia e no sono da noite. Momentos maravilhosos que gestamos, brindados pelos instantes de pausa em que voltávamos aos corredores onde pudemos REENCONTRAR os COMPANHEIROS da Mostra. Corredores que como nós também foram gestando, ora tecidos coloridos que caídos do teto nos lembravam que o evento acontecia nos dois planos da VIDA, ora bailarinas que ao longo dos dias foram se materializando. Bailarinas de cristal que rodopiavam nos contra-marcos das portas abençoando nossa passagem; bailarinas floridas e multicores que nos diziam que a graça da vida está na sua DIVERSIDADE; bailarinas dos pequenos quadros apoiados na janela junto à rampa nos indicavam que a HUMILDADE também precisa nos acompanhar. Humildade que foi lembrada pelo rosto azulinho do velho amigo mineiro, sempre silencioso e sempre dizendo tudo. Deveria estar a rememorar naqueles corredores os bailarinos multicoloridos, primeiras visões de sua infância que lhe encantavam trazendo a BELEZA e a PAZ para acalentar seu caminho de RENÚNCIAS.
As noites caíam e o cansaço quase a nos vencer. Mas havia muito ainda a aprender. E lá estava novamente seu exemplo: DISCIPLINA! DISCIPLINA! DISCIPLINA! Uma vez mais, seus livros ESPARGIAM LUZES sobre nós. Sua história nos fortalecia e emocionava. Duas palavra, ainda meio embargadas, conseguimos pronunciar numa reverência silenciosa: OBRIGADO, Chico.
O palco foi tomado pelas borboletas coloridas nos lembrando que nos ausentamos de Araras a alguns meses, mas o trabalho nunca parou. Assim como a Humanidade não pára. Acompanhamos a EVOLUÇÃO do homem e dos povos relembrando nossos IRMÃOS da Constelação do Cocheiro. Agradecemos ao CRISTO amoroso pela oportunidade de estar ali. Buscamos a FORÇA da natureza na água, na águia, no urso e na tartaruga. Vimos o depois do fim do mais famoso casal do Teatro Elisabetano e aprendemos que a despedida dos que se amam pode conter a alegria dos jogos pueris. Tivemos novamente a certeza de que sempre dá para tentar, e tentar, e tentar… para encontrarmos a mais simples ALEGRIA gestada da união de chapéus e passarinhos.
Tivemos que lembrar com as CRIANÇAS a ousar e a curtir muito sermos quem somos e que às vezes, precisamos TRANSFORMAR obstáculos em bancos, e que bancos podem ser degraus para CRESCER sem medo de, de quando em vez, bater o pé e seguir em frente naquilo que acreditamos. As batalhas fazem parte de nosso jornada. E é o apóstolo dos gentios quem nos vem lembrar que o AMOR venceu a espada. Dançamos a REENCARNAÇÃO para lembrar que CORPOS mudam para que o ESPÍRITO se fortaleça. Mas também dançamos a MEDIUNIDADE para não esquecer que a solidão total é um engodo.
O relógio dizia que já estava terminando a última noite, mas DECIDIMOS, na contradição inerente do ser humano que somos, que poderíamos começar tudo de novo, ali mesmo. Rompendo com o tempo e subvertendo o cansaço, (Que cansaço?!?!?!) sentimos que faltava ainda um grupo a se apresentar. O comando veio do microfone, (Ou terá sido de mais longe?!…) e então subiu ao palco o melhor de todos nós, o grupo UNIÃO da Dança Espírita. Nos entusiasmamos, não apenas repletos de DEUS, mas transbordantes Dele. Queríamos que o mundo soubesse. E gritamos, e elevamos os braços, e LOUVAMOS relembramos o antigo ritual da dança divina. Todos nós queríamos levar para nossas casas o êxtase de estarmos JUNTOS, de dançarmos JUNTOS e a certeza de que permaneceremos JUNTOS mesmo quando a aparente distância se pronunciar em nós.
E aqueles bailarinos com os note book, sempre em volta da mesa na sala à direita do corredor, e que tantos de nós nos perguntamos “Quem seriam?”. Também estavam em GESTAÇÃO. A Diretoria e o Conselho Doutrinário da ABRARTE se reuniram em Araras e aproveitando a energia ali gerada, traçaram as diretrizes para o movimento da ARTE ESPÍRITA no Brasil, inspirados pela ESPIRITUALIDADE presente. Como um coração, a associação bombeia o líquido da vida e alimenta a chama sagrada reunindo o BELO e o BEM para que a ARTE ESPIRITUALIZADA se estenda à toda pátria do EVANGELHO convocando os artífices do CRISTO porque chegado é o momento da REGENERAÇÃO.
Como que arrebatados de um sonho, as malas e colchões se amontoaram nos corredores gritando que era preciso retornar. Faz-se necessária nova GESTAÇÃO. Cada um de nós, cada grupo, deve seguir, e multiplicar, e contagiar, e entusiasmar.
”NASCER, MORRER, RENASCER, ainda, e PROGREDIR sempre, tal é a lei.”
Tão rápido vimos chegarem e partirem os carros levando-nos a poucos punhados de nós de cada vez, como se isso pudesse ralentar o instante de partir. Ilusão. Saíamos rápido, mas fortalecidos. Cansados, mas irradiantes. Porque reconhecíamos que estávamos prontos para, DANÇANDO no espaço, sermos os COMETAS do CRISTO, estendendo uma REDE DE LUZ sobre o CORAÇÃO DO MUNDO.
GESTAR
AÇÃO
ATÉ JÁ!
[1] Coordenadoria de Dança da Abrarte.
[2] Evangelho de Lucas – 11, v.36
Rumo a X Mostra Espírita de Dança
Queridos,
ter participado de todas as mostras e ter visto e vivido momentos de ascenção, equilibrio, reerguimento e continuação, me deixa, no mínimo, feliz.
Quero parabenizar a todos envovidos no processo, lembrando sempre que o movimento de arte é nosso, mas não nos pertence.
Gostaria de enfatizar também o nosso desenvolvimento com os estudos e com nossa prática, e relevar, principalmente, o nosso contato com as pessoas, lembrando que devemos ser cuidadosos…sempre.
Estar com pessoas queridas que fazem um trabalho tão especial é muito bom. Me sinto privilegiada, gostaria que soubessem.
Obrigada pela oportunidade de estudo e reflexão. Obrigada aos idealizadores e realizadores da mostra de dança. Nunca apaguemos de nossa memória a nossa história. Tratemos os trabalhadores com carinho…respeitemo-nos.
Obrigada, sempre
Eneida/Franca – São Paulo
IX Mostra Espírita de Dança
acabou…E agora José?
Amigos(as) queridos(as),
Terminada a IX Mostra, precisei de um tempo…pra me afastar e olhar do “lado de fora”.
Acredito que as inspiradas palavras da Denize, refletem muito bem o que foi esse encontro – um processo gestacional.
Só acrescentaria, que esta gestação vem ocorrendo há 9 anos…
Há grupos que contam com mais de uma década, outros que estão começando e JUNTOS,
construindo novos olhares, novas formas de ver a dança no movimento espírita.
Acredito que entre erros e acertos (pois grupo perfeito só de Jesus), o saldo da mostra foi muito positivo – amizade, companheirismo, olhos que brilhavam não sob a luz dos holofotes, mas do ideal que trazem latentes no coração.
Em o5 Outubro de 2001 quando esse encontro aconteceu pela primeira vez, iniciava-se o processo de gestação…
Importante destacar o papel dos primeiros grupos, que colocaram os primeiros tijolos desse encontro – o Grupo Sáphyra, as Casas André Luiz, o Grupo FEH, o Grupo JECAL, o Grupo Arte Vida, o Grupo Graça e Luz, o Grupo Evolução, o Grupo Despertar, o Grupo Seareiros…entre tantos outros que deixaram sua contribuição. Grupos que já viveram tantas experiências de começo e recomeço, de alegrias e tristezas, histórias que dariam verdadeiros livros!
Sempre valorizei e valorizo o papel da criança, do jovem, no movimento espírita, mas o que seria de nós sem
a experiência dos que vieram antes para erguer, muitas vezes literalmente as primeiras casas espíritas? O que seria de nós, sem a sabedoria de quem já errou e acertou várias vezes, para nos alertar e direcionar os pensamentos e ações ?
Como também estaria hoje o movimento se tivesse ficado estagnado, da mesma forma de outrora,
sem a alegria da criança, os ideais, o vigor da juventude?O que seria de nós sem a mudança, sem a troca de experiências e papéis, sem a renovação! Sem a transformação!
Dessa forma, acredito que o ideal acalentado lá atrás…tem se concretizado pouco a pouco com a singularidade de cada um de nós!
Daqueles que já contam com anos de estrada, bem como dos companheiros que vem se unindo aos demais, trazendo novas propostas, que se conjugam as antigas, numa soma onde 1 + 1 = 1, porque UNIDOS num mesmo ideal, amparados pelo mesmo Pai!!!!!!!
A Mostra foi pensada para que FOSSE MOVIDA e ALIMENTADA pelos GRUPOS ESPÍRITAS DE DANÇA DO BRASIL!
Puxa, quantos passos, já caminhamos nesta direção?
Muitos!!!!!
Sinto nos grupos, nascer essa responsabilidade coletiva pelo trabalho de difusão da dança à luz da Doutrina Espírita, do compromisso de participação ativa, onde não somos meros “participantes”, mas co-criadores de um evento, cujo fracasso ou sucesso pertence a todos nós!!!!
Que possamos continuar UNINDO mãos e CORAÇÕES, aprendendo com o passado, construindo JUNTOS o presente, com vistas a um futuro muito mais florido, onde a dança sairá dos palcos e irá se misturar com a vida, UNINDO TODOS, velhos e jovens, negros e brancos, independente de credos, dirigindo orações plasmadas na fragilidade de nossos corpos ao Pai Maior, que nos espera com paciência há mais de 2000 anos.
Não importa o quanto você possa ofertar neste movimento de dança, de arte espírita…O pouco ou o muito.
Na matemática do Cristo, o pouco ofertado com o coração, se transforma em luzes em nossa própria estrada…
Deus sabe o tamanho de nossos esforços, de nossas pequeninas renúncias em prol do trabalho, que não nos pertence.
Que Jesus nos una e fortaleça.
Que os momentos de sonho e esperança vividos na IX Mostra Espírita de Dança se transformem em trabalho, renúncia, caridade, cada qual junto ao grupo onde Deus nos colocou.
Não importa o nosso papel, o tamanho da nossa tarefa, mas as transformações que já fomos capazes de operar
em nós mesmos.
Importa que nos amemos uns aos outros,
Que na riqueza das diferenças, respeitemos o trabalho de cada um,
Que no abraço em meio as lágrimas, pelos que torcem uns pelos outros, reforcemos a máxima do Cristo quando asseverou “que seus discípulos seriam conhecidos por muito se amarem!
Que possamos nos apagar para que a mensagem do Cristo brilhe em nossas criações.
Busquemos a simplicidade, ao luxo e a glória mundanas,
pois no final desse grande espetáculo, quando os holofotes desta vida se apagarem, os figurinos se desfizerem,
nos veremos desnudos, nas trevas, que de quem não foi capaz de acender a própria luz interior, se a mensagem de Jesus só foi lema vazio em nossa senda, mas não fez ninho em nossos corações e não coroou nossas ações cotidianas.
A IX Mostra acabou…E agora José?
A X Mostra já começou…é sonho que já nos embala, é fio que caberá a cada um de nós o papel de tecer!
O Cristo nos estende as mãos e nos convida a participar: “Eu preciso de você!”
Fraterno abraço a todos,
Fé, Esperança, Caridade!
Dani/Belo Horizonte.
Cores da IX Mostra Espírita de
Dança
ARTE e VIDA se confundiram no palco de Araras… Vimos em cada grupo, em cada ser, a vontade de crescimento individual e coletivo, a busca pelo verdadeiro sentido de aqui estarmos, através de ferramenta divina que nos foi confiada…
Estamos ainda engatinhando… Aos poucos vamos deixando de ser CRISÁLIDAs, vamos rompendo as barreiras que nos impedem de alçar vôos mais altos, para permitir que nossas ASAS DA ALMA se libertem! Somos ainda pequenos grãos de areia, minúsculas gotas d’água no imenso oceano da existência, mas com GRAÇA E LUZ seremos capazes de ILUMINAR milhares de almas sedentas de amor e de esperança, a começar por nós mesmos, os maiores necessitados desta tarefa.
Coroando nossa alegria e aumentando nossa responsabilidade, vemos novos grupos nascerem, novos companheiros se juntando a nós nesta tarefa de irradiar uma arte nova, espiritualizada…
ALEGRARTE-emos todos! Regozijemo-nos pela oportunidade bendita de reparação, de REFORMA ÍNTIMA através da arte, de crescimento e de EVOLUÇÃO por meio da dança.
Que possamos aprender que a verdadeira luz não é aquela que nos chega através do reconhecimento e dos aplausos, mas a que nos mostra nossa verdadeira COR DA ALMA, que nos ilumina interiormente na medida em que nos apagamos, para que o Evangelho do Cristo, única e verdadeira fonte de luz, brilhe em nossos corações e nos de todos aqueles que nos assistem.
Agradecemos, com emoção sincera, a oportunidade de reencontrar velhos companheiros, irmãos de ideal, e de fazer muitos novos amigos, que certamente farão parte do nosso quadro de “amizades eternas”. Sozinhos, como já nos disse Bezerra de Menezes, seremos apenas pontos de vista… Solidários, seremos união, seremos realidade.
Esperamos que muitas outras CORES se juntem às nossas… cores espalhadas por esse Brasil, que já coloriram outras mostras e que virão colorir mostras futuras… E mandamos nosso abraço apertado para todos aqueles que fizeram desta IX Mostra Espírita de Dança uma reunião de trabalho, estudo, amor, companheirismo e agradecimento a Jesus.
Com carinho,
Grupo Espírita de Dança Reforma Íntima
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1922 – Semana de Arte Moderna
2010 – Semana Nacional de Arte Espírita
- O paralelo que sonhamos -
Oh, não! Não precisamos negar a cultura humana, materialista. Queremos e precisamos iluminá-la, espiritualizá-la.
Sem pretensão, nem deboche. Apenas por desejo, por dever, por querer, por fome.
O dia não nega a noite, mas revela muito mais aspectos ocultos da paisagem.
A Poesia da Árvore do Evangelho enraiza-se neste solo, neste momento.
A Arte expõe sua beleza, em pétalas de inspiração e perfume que exala da profunda entrega do artista.
O artista não quer servidão da platéia, quer servi-la.
Os ramos da videira, porque entrelaçados, se adensam, se robustecem, fazendo correr a seiva do ideal na sua intimidade.
Sim, é preciso deglutir a arte materialista e a mística.
É preciso digerir consumo, sensualidade, apelação, morte, sofrimento, negação, poder, descrença, razão, fé, comunhão e êxtase; reelaborar estéticas, descobrir levezas, libertar ideias e palavras do convencionalismo de quem vive pelo “aqui-agora”.
O moderno é o espiritual. O velho transformado em novo. Reencarnado.
A vanguarda é a ética do Evangelho, sempre desafiadora, sempre eloquente, sempre devoradora das almas inocentes para produzir espíritos conscientes metabolizados ao longo das eras.
O que se cultiva, serve de alimento.
A cultura do espírito é um alimentar veemente. Uma dieta suculenta, desejável; desejosa de se introduzir na dieta dos encarnados.
A cultura do espírito é conhecimento e cultivo. Cultivo que é ação. É esse desenvolver saber e desenvolver o fazer que do saber decorre.
A SEMANA NACIONAL DE ARTE ESPÍRITA espalha novas ideias.
Dança a morte, canta a Vida, pinta a virtude, olha o invisível, nada é impossível.
Regurgita a alma a toxicidade do domínio da matéria.
Matéria é parceira, não ditadora. Benfeitora, não predadora.
Agora, devora a alma sua própria essência.
Desperta com base nesta ESPIRITOFAGIA ou SOPROFAGIA ou ANIMUSFAGIA.
Nunca esteve tão forte, coerente, consistente.
Nem quando devorava as feras sem cozimento, nem quando consumia os mais industrializados alimentos.
Ela vive na carne, a carne a alimenta, mas não lhe dá fortaleza. A fortaleza ela encontra na matriz do amor.
Amor que é sua própria natureza e a do Criador.
Redesenhe-se a história sob o olhar espiritual.
Redefinam-se as linhas que antes estabeleciam os limites.
Reenquadrem-se os fatos que antes se viam isolados e sem sentido.
Revele-se o além dos bastidores, dos ateliês, das oficinas…
O criar é da alma – o sopro não visto.
Nenhuma alma é desértica.
O criar é a glória.
O criar é vitória.
O criar é o co-operar com Deus.
No metabolismo infinito da Vida, Deus cria e a alma se felicita.
Já não sorve caldos ralos, já não passa fome espiritual.
Tem o maná à sua disposição. A alma não é desértica.
Do pensamento do Criador nasce, Nele se robustece e com Ele produz.
Oh, não!
Não precisamos negar a cultura humana, materialista. Queremos e precisamos iluminá-la, espiritualizá-la.
Realimentá-la com o espírito, para alimentar os espíritos.
Numa ESPIRITOFAGIA ou SOPROFAGIA ou ANIMUSFAGIA.
ARTISTA ESPÍRITA: alimente-se.
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….“Jamais permitiu Deus que o homem recebesse comunicações tão completas e instrutivas como as que hoje lhe são dadas. Havia, como sabeis, na antigüidade alguns indivíduos possuidores do que eles próprios consideravam uma ciência sagrada e da qual faziam mistério para os que, aos seus olhos, eram tidos por profanos. Pelo que conheceis das leis que regem estes fenômenos, deveis compreender que esses indivíduos apenas recebiam algumas verdades esparsas, dentro de um conjunto equívoco e, na maioria dos casos, emblemático. Entretanto, para o estudioso, não há nenhum sistema antigo de filosofia, nenhuma tradição, nenhuma religião, que seja desprezível, pois em tudo há germens de grandes verdades que, se bem pareçam contraditórias entre si, dispersas que se acham em meio de acessórios sem fundamento, facilmente coordenáveis se vos apresentam, graças à explicação que o Espiritismo dá de uma imensidade de coisas que até agora se vos afiguraram sem razão alguma e cuja realidade está hoje irrecusavelmente demonstrada. Não desprezeis, portanto, os objetos de estudo que esses materiais oferecem. Ricos eles são de tais objetos e podem contribuir grandemente para vossa instrução.”
O Livro dos Espíritos – Trecho da resposta dos espíritos à questão 628.
…
Aprofundando a ideologia da Poesia Pau-Brasil, que desejava criar uma poesia de exportação, o movimento antropofágico brasileiro tinha por objetivo a deglutição (daí o caráter metafórico da palavra “antropofágico”) da cultura do outro externo, como a norte americana e européia e do outro interno, a cultura dos ameríndios, dos afrodescendentes, dos eurodescendentes, dos descendentes de orientais, ou seja, não se deve negar a cultura estrangeira, mas ela não deve ser imitada. Foi certamente um dos marcos do modernismo brasileiro.
Oswald de Andrade ironizava em suas obras a submissão da elite brasileira aos países desenvolvidos. Propunha a “Devoração cultural das técnicas importadas para reelaborá-las com autonomia, convertendo-as em produto de exportação”.
Unindo ao primitivismo brasileiro um certo primitivismo herdado de Breton (com aproximação ao Marxismo) em um enfoque da psicanálise de Freud, Oswald iria prosseguir aprofundando o seu pensamento neste sentido. Na maturidade, Oswald buscou fundamentação filosófica para a antropofagia, ligando-a a Nietzsche, Engels, Bachofen, Briffault e outros autores, tendo escrito a respeito até teses, como a Decadência da Filosofia Messiânica.
…
Como o autor observa em depoimento posterior, a antropofagia foi um “lancinante divisor de águas” no modernismo brasileiro. Não apenas por causa do ato de conscientização que significa a “descida antropofágica” – o deslocamento do objeto estético, ainda predominante na fase pau-brasil, para discussões relacionadas com o sujeito social e coletivo – como também pelas opiniões divergentes que gera e que é causa de futuros desentendimentos entre os modernistas. Sem dúvida, o caráter assistemático e o estilo telegráfico utilizados pelo escritor para dar forma a seu ideário antropofágico de certo modo contribuem para a ocorrência de uma série de mal-entendidos. No entanto, a multiplicidade de interpretações proporcionada pela justaposição de imagens e conceitos é coerente com a aversão de Oswald de Andrade ao discurso lógico-linear herdado da colonização européia. Sua trajetória artística indica que há coerência na loucura antropofágica – e sentido em seu não-senso.
A Semana de Arte Moderna representou uma verdadeira renovação de linguagem, na busca de experimentação, na liberdade criadora da ruptura com o passado e até corporal, pois a arte passou então da vanguarda, para o modernismo. O evento marcou época ao apresentar novas ideias e conceitos artísticos, como a poesia através da declamação, que antes era só escrita; a música por meio de concertos, que antes só havia cantores sem acompanhamento de orquestras sinfônicas; e a arte plástica exibida em telas, esculturas e maquetes de arquitetura, com desenhos arrojados e modernos. O adjetivo “novo” passou a ser marcado em todas estas manifestações que propunha algo no mínimo curioso e de interesse.
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“Amai-vos uns aos outros como eu vos ameis”. Jesus
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